Qual a diferença entre os Marketings 1.0, 2.0 ou 3.0?

Certo, percebo que passaram vários momentos importantes e me perdi um pouco.

Onde eu estava no marketing 1, 2 e 3?

Apesar de encontrarmos suas “raízes” ao longo da história, na própria gênese do comércio, o marketin em si, é um campo de estudo relativamente novo. Assim não há uma definição de tempo clara de quando o marketing se iniciou, mas aqui pontuamos como o momento inicial do marketing 1.0 durante a era industrial em torno de 1840, nesta época o tinha como objetivo vender produtos da fábrica o todos que quisessem e pudessem comprar. Mas importante citar que o momento que o marketing começa a ser estudado e classificado mais detalhadamente bate uns cem anos depois disto em torno de 1940 com Walter Scott e está já é outra história, por enquanto, faremos uma vista mais geral sobre o marketing e seus momentos diferenciadores.

Assim o modelo era bem simples, produzir um padrão a massa, aumentar a escala de produção e assim diminuir o custo unitário, como resultado da conta um preço mais baixo, aumentando a faixa de clientes possíveis. Nosso amigos do Fordismo é bem claro nesse ponto:

“O carro pode ser de qualquer cor, desde que seja preto” — Henry Ford

E assim funciona(va) a era do marketing focado no produto, o modelo 1.0, mas tudo mudou quando a primeira onda de alta tecnologia se instalou nas grandes capitais do mundo, o qual tem como cerne a tecnologia da informação, tornou-se um momento muito menos tangível e um tanto quanto poderoso o qual o marketing 2.0 se instala viralmente.

Ele surge com vantagens próprias da tecnologia, mas também com novas dificuldades, os consumidores 2.0 já são mais informados e tem fácil acesso a comparativos rápidos de preços, funcionalidades, reviews, aparências detalhadas. Assim o valor do produto é muito influenciado pelo cliente, visto que ele tem um enorme empoderamento pela escolha e facilidade, tendo assim uma preferência muitíssima variada por cliente.

Nasce o conceito de que o cliente vem em primeiro lugar, e para atende-lo melhor as empresas passar a nichar seus produtos e serviços para grupos segmentados alvo, criando um produto bem mais personalizado para uma faixa de cliente selecionada. O que leva a uma ótica de vantagem para o cliente pelo seu foco extra, mas também trata-o como alvo, ele tem um comportamento passivo de tudo que chega nele, consumindo diferentes propagandas com modelos altamente diferenciados para conquistar seu coração e mente.

Neste ponto que chegamos no marketing 3.0, onde o cliente não é mais um mero consumidor, ele passa a ser um ser humano pleno com mente, coração e essência. Esses consumidores buscam satisfazer seu anseio por se sentirem parte de algo, se comportam como seres sociais que julgam, sofrem e causa consequências em escala globo com seu consumo de produtos, assim em um mundo grande em confuso eles tentam buscar empresas que pareçam representar a si mesmo, passam a comprar “porque elas produzem” não apenas “o que elas produzem”, há centenas de empresas de café, mas a Starbucks tem seu destaque em escala globo, como também há centenas de empresa de tecnologia produzindo uma grande variedade de aparatos, mas vemos Apple com um destaque especial no meio delas, assim como temos a Nike no meio de calçados esportivos.

O Marketing 3.0 leva as empresas a ter uma nova responsabilidade com esses consumidores mais preocupados com qualidade de suas compras, assim como as consequências delas a longo prazo para si e para o mundo, desta maneira o consumidor 3.0 é muito mais emocional e carrega uma essência de inspiração que deve ser alimentada e pode ser quebrada se a empresa quebrar a confiança do mesmo com alguma atitude contra a imagem que o cliente tem dela, ele deve se sentir bem em relação a ela, para assim ter sua fidelização e respeito, esses valores intangíveis passam a ser ainda mais importantes que no marketing 2.0.

O momento não apenas tecnológico, mas também social, o qual o marketing 3.0 se encontra é definitivo para ele, o qual existem gigantes redes sociais, com hiper conexões pelo planeta, no qual repassam notas, localizações, reviews, experiências pessoais, fotos e vídeos a uma velocidade nunca vista antes. Um incidente no norte de Portugal passa a afetar a imagem da empresa do norte do Brasil, uma atitude ruim na Florida, ativa consumidores a boicotar uma campanha em todo o estado americano. Chegando assim em algo como uma mistura mais colaborativa, cultural e com a essência humana, no qual podemos ver diferentes resultados como o momento do crowdfunding, da economia colaborativa, da transformação de certos produtos em serviços e assim por diante.

A seguir pode-se ver uma tabela comparativa dos 3 momentos do marketing:


É claro ainda é possível ver os 3 tipos de marketing sendo utilizados por diferentes empresas e localizações, até por seus contextos socioeconômicos, mas com o expandir dos propulsores tecnológicos muitos acabam tendo que avançar para o marketing 2.0 ou 3.0 ou simplesmente perder parte de sua clientela que já migrou para frente.

 

É um momento muito interessante e empolgante em minha perspectiva, o que me levou motivar-me a voltar a escrever sobre determinados temas que viraram debates de mesa com frequência. Não sabemos aos certo ainda as consequências boas e ruins da nova cultura que vem junto ao marketing 3.0, mas ele está aqui e agora e estamos a lidar com ele, sentindo, definindo e julgando o que o mesmo carrega.

Referências:

Os artigos aqui presentes são experiências do autor com seu trabalho e vida, além do estudo presente sobre o tema, não sendo assim completamente iguais as referências citadas, podendo inclusive divergir delas ao ir se estruturando nesse pequeno espaço no Medium.

Daemon Pessoal

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Desconhecido por muitos profissionais da área de criação, o Daemon Pessoal pode ser um recurso precioso para fugir à mesmice do processo criativo.

O termo "daemôn" é traduzido do latim como gênio pessoal, usado por Sócrates quando ao contrário de seus colegas sofistas não abriu escola assim como não cobrou dinheiro por seus ensinamentos. Ele dizia que apenas falava em nome do seu "daimôn", do seu gênio pessoal.

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Existem diversas visões sobre as necessidades fundamentais de um jogo, as necessidades elementares a se preocupar. Há o trabalho dos 5 Pilares de Daniel Gurlarte, a 'Tri-force' de Andrew Rollings, a Tétrade Elementar de Jesse Schell entre muitos outros.

Aqui levantarei minha maneira preferida de visualizar "O que um jogo precisa", "As necessidades elementares", "Os elementos essenciais" "Os pilares que seguram".

Essa visão é chamada de Flor Fundamental

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Como humanos, sentimos-nos diferentes de todos os outros, e na verdade nos somos sim únicos, cada pessoa em sua individualidade tem características únicas, o que não significa que não tenhamos nada em comum com os outros, temos diferenças, mas principalmente temos semelhanças com outrem.